quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Não há nada como a nossa casa

       A minha casa podia ser igual a tantas outras casas: branca, não muito grande, nem muito pequena. Não é um palácio, nem uma mansão. Não é uma quinta nem fica no centro histórico. Não tem um jardim, apenas um pequeno quintal.
       No entanto a minha casa tem um cheiro que é só dela. Cheira à minha casa; e é quentinha, aconchegada e confortável.
       É lá que eu vivo desde que nasci. Adoro lá viver e não quero mudar de casa por nada deste mundo.
        A minha casa é o meu porto de abrigo. É lá que eu me sinto segura, em família. Sinto-me protegida como um passarinho no ninho.
        Não há nada como a nossa casa…

Mafalda Mendes
5º G

O que é que vemos da nossa janela?

Nós somos a Carolina e a Teresa e vamos falar sobre o que vemos através das janelas dos nossos quartos.
Somos amigas desde muito pequeninas, somos vizinhas desde os quatro anos de idade, andámos juntas no colégio, na primária, e agora no segundo ciclo. Bem, vamos voltar ao que interessa: da nossa janela vemos campo, um antigo parque e o que gostamos mais de ver é vermo-nos uma à outra.
Brincamos muito uma com a outra, andamos de bicicleta e de patins… nós gostamos de falar pela janela, e demos-lhe o nome de “comunicação vizinha”. É giro porque nem toda a gente tem essa sorte, principalmente uma sorte como a nossa.
Gostávamos de ver da nossa janela todos os nossos amigos, e o mar. Nós temos sorte de vivermos onde vivemos e por sermos amigas uma da outra.



                                                                                                               
Maria Carolina Santos
Maria Teresa Bilo
5º G

Onde vivo!

Nesta quinta maravilhosa                            
é encantador cá viver                                    
tantas flores, tantas árvores                                               
todos os dias posso ver! 
                                         
Muito espaço para brincar                            
na rua com ar puro                                          
é tão fácil  encontrar                                          
nem preciso de saltar o muro!  

 Desde que o dia nasce
até o sol se  pôr
tudo à minha volta
é sempre um esplendor!

Pequenas e grandes
tantas e lindas flores
eu gosto de todas elas
todas de várias cores!

Tenho uma bela vista,
vejo Évora e tudo mais
e o melhor disto tudo
é que vivo com os meus pais!


Maria Margarida Leal da Costa
 5ºG
  

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Rafael, antes de saíres olha para os dois lados!


   A minha rua chama-se Rua Primeiro de Maio e fica no bairro da Comenda. É estreita mas muito longa.
   As casas são quase todas iguais: pequenas, pintadas de branco e com uma barra amarela, menos uma casa que está pintada de verde com uma barra castanha. Mais à frente há uma mercearia que é de um senhor que vive na casa verde, ele é um velhinho simpático. Um pouco adiante há outro café que se chama: «Marta» que fica antes de um terreno enorme com gado e cavalos. Logo a seguir há uma escola primária.
   Neste bairro, há muitas coisas erradas, carros estacionados em todos os lugares, a falta de jardins e sobretudo a falta de passeios, dai o título, «Rafael, antes de saíres olha para os dois lados!».

Rafael Costa
6ºB

Da minha janela


Da minha janela
o que se destaca mais
é um maldito candeeiro
só estraga tudo e nada mais.

Veem-se carros 
de um lado e do outro
e à esquerda
o passeio é estreito.

Um pouco mais além
há um belo prado
onde ninguém está.

Lá ao fundo
vê-se a Sé
tenho uma bela vista
é verdade, ah, pois é!

Do que eu gosto é do verão
pois de bicicleta posso andar
as ruas ficam desertas
sem carros a passar.
Vasco Queiroga
6ºB

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ao longe a Sé


Eu sou o Victor e tenho dez anos. Sou do Chile e vim para Évora há cinco anos, com os meus pais e o meu irmão.
Quando vim para Évora, os meus pais não conseguiram arranjar um jardim de infância para eu aprender coisas, e por isso, fiquei uma semana em casa sem ir ao jardim de infância. Nessa semana, eu e os meus pais fomos visitar a cidade. Eu estava entusiasmado para conhecer Évora, principalmente do que se via duma das janelas da minha casa. Essa «coisa» era muito gira e atraente para mim e agora, já sei o nome disso. Era a Sé de Évora. Todas as manhãs, quando me acordava, eu via a Sé de Évora, e ainda hoje se pode ver.
A Sé de Évora, é uma «presidenta» para mim, porque é uma das coisas mais importantes de Évora, e para mim representa-a. Por isso quando alguém diz «Sé de Évora» eu penso logo em Évora.
Outra coisa que eu gosto de Évora é o Parque Infantil.
Sempre que vou lá, recordo-me da minha infância, porque quando eu era pequeno, gostava de brincar nos escorregas lá no Chile. Quando vi por primeira vez o Parque Infantil, eu pensei que estava noutro mundo parecido com o meu.
Eu penso que Évora está a tornar-se uma cidade famosa, porque cada vez que eu vou à Sé, vejo mais turistas do que a última vez que fui lá.
Évora é uma cidade linda e não quero que se torne uma cidade tecnológica, porque se fosse assim, Évora iria perder a sua beleza.

Victor Vidal
5ºG

Ao longe, lá está a Sé catedral da nossa Évora, com uma linda janela pintada de várias cores. Nos dias de sol a luz passa pelo vidro e invade a Sé iluminando-a com cores.

Mais perto estão as casas tradicionais de Évora, as suas telhas são claras, as casas são separadas por ruas estreitas e irregulares.
As cores do que alcançamos com o olhar mudam ao longo do ano…
No inverno, as chaminés deitam fumo por causa das lareiras acesas para aquecer as casas.
No outono, os telhados das casas ficam cobertos de folhas castanhas, vermelhas ou amarelas.
No verão, as pessoas acordam com o sol a bater nas janelas, logo pela manhã e refugiam-se do calor abrasador que vai sufocando o ar que se torna irrespirável.
Na primavera, as flores caem das varandas. Logo de manhã ouvem-se os pássaros a cantar e a pousar nas árvores.
É assim que a vemos, Évora!

Ana Fadista
Rita Serra
6ºF

Um dia vou pintar... carros!

Este é o meu pai numa estufa a pintar um carro.
O trabalho do meu pai é muito importante, sem ele os carros não tinham cor.
Há muitas pessoas que dizem que para pintar um carro é só premir o gatilho da pistola e  a tinta sai, mas não é bem assim! Até pode haver pintores que fazem isso, mas não o  meu pai.
O meu pai trata um carro com amor, trata-o como se fosse o seu melhor amigo. Quando alguém vê um carro acabado de pintar pelo meu pai fica deslumbrado. Só o meu pai faz um carro brilhar e só ele, quando pinta, consegue obter uma obra de arte.
Eu quero ser como o meu pai, quero fazer os carros brilhar, quero fazer obras de arte e quero, sobretudo, fazer com que o meu pai se orgulhe de mim.
Este é o meu futuro, o futuro que quero partilhar com o meu pai.
Diana Canha
6ºF

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Soagem, dentes de leão e margaridas

                                                                                          J. Carrapato

Que bem que se está no campo…
sentado nas ervas
à beira do lago
à pesca do tempo que passou
enquanto os campos dormiam!

Eu ouvi um passarinho
quando o inverno acabou
era primavera  no campo
e o passarinho cantou.
 6ºB

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Évora, numa tarde de primavera

                                                           Alfazemas, Rosalina Pereira

Verdes são os campos
pintalgados de lilás
salpicados de dourado
sombreados de paz.

Cheira bem,
cheira a campo
um aroma intoxicante.
A brisa fresca, suave
debaixo de um sol abundante.
6ºB



Alfazemas, de Rosalina Pereira

Alentejo rural. A primavera envolve tudo e todos: sente-se na pele a aragem leve, breve e perfumada das alfazemas. Se aqui estivesse um pintor, podia pintar uma bela aguarela. Se fosse um fotógrafo, escolhia o melhor ângulo para captar as belas e verdes copas das azinheiras ao fundo, que emprestam ao chão uma sombra fresca neste nosso Alentejo. Pelo chão está diluído o arco-íris, num belo tapete de flores amarelas, brancas, lilases e azuis. Podia ser um bordado, a ponto de Arraiolos, talvez. E ao viajante atento não escapariam os fiapos de algodão-doce que preenchem o céu. Está-se bem, aqui. Bem no centro das alfazemas. 

Ana Silvério
9ºE

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A arte abstrata da Vida

Sonhos e pensamentos,
curvas e linhas sem fim,
projetos e desenvolvimentos
falhados…
Falsas realidades e leis
incorretas de viver…
Formas ilegais de sonhar
e medos por decidir…
Insanidade crítica
e sentimentos ocos
nas palavras…

Tudo isto é vida,
mas nem tudo serão
maneiras felizes de viver…

Tudo isto pode ser arte,
mas nem tudo tem razão de ser.

Rita Clérigo
9º B

Mundo Marcado

Seja marca verdadeira
ou comprada lá na feira,
o que se vê? É o que interessa,
pois o lugar da compra é conversa.

Mesmo sem darmos por nada
podemos verificar
que da cabeça aos pés
elas nos ocupam um lugar.

É o boné, é o relógio,
são as calças e a blusinha:
as marcas são fundamentais
p’ra podermos estar na linha.

Não é só nas roupas e adereços
 que  as marcas estão presentes.
Em quase tudo o que nos rodeia
elas lá estão, sempre presentes!

É a guerra das marcas, pois é,
todos querem mostrar mais.
Quem as compra faz publicidade
e de graça, o que é de mais!

Laura Rosado
9ºD

Mais além

Quando olho para as estrelas
Vejo mil olhos encantados
Vejo confidentes para a vida
Vejo caminhos iluminados

Quando olho para as nuvens
Vejo formas sem idade
Vejo com a imaginação
Vejo mil sonhos de liberdade

Quando olho para a Lua
Vejo um espelho de magia
Vejo trilhos de certezas
Vejo a calma e a sabedoria

Quando olho para o Sol
Vejo a luz do otimismo
Vejo o fogo da confiança
Vejo o calor do altruísmo

Quando olho na escuridão
Vejo a incerteza e o medo
Vejo negras formas de susto
Vejo a incerteza e o segredo

Quando olho para o céu
Vejo o azul da serenidade
Vejo o doce véu da melancolia
Vejo a inocência e a verdade

Helena  Carvalho
9.ºE

domingo, 20 de novembro de 2011

Monte alentejano

                                                Monte Alentejano com Horta, Eduardo Salvação Barreto

O sol bate nas casas
pintadas de branco.
A harmonia reina 
no monte alentejano…
Os animais abrem os olhos
à luz do sol e
o galo canta …
As pessoas acordam felizes,
num mundo verdejante
como se tudo fosse perfeito…

Rita Fialho
6º G

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A minha rua


No Alentejo
Predomina o branco
E a cidade de Évora
Tem muito encanto

Na cidade de Évora
Existia o Professor Alfredo Reis
Que gostava de regras e leis

De noite
Existe muita calma
Porque o sol desaparece
E toda a gente sossega a alma.

Na nossa terra
Há muita nostalgia
Mas também
Existe muita magia e alegria.

Gonçalo Rosado
6º D.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Monte alentejano


MONTE ALENTEJANO
Momentos calmos,
Onde se vê a
Natureza verdejante
Temporariamente,
Em vez do barulho dos carros

Ao nascer do sol,
Logo tudo a acordar
E a espreguiçar
Num sítio maravilhoso!
Tanta verdura a aparecer
E o galo a cantar…
Jogos de cores intensas

Aparecem nas vastas planícies,

Nelas podes afirmar sem favor

O Alentejo é… amor!

Marco Calado
 6º G
                                                                                                        

sábado, 22 de outubro de 2011

As primeiras imagens... Évora, cortesia do António Muralha












Vamos lá... avançar... com as «Vozes de lá e de cá»!

A Pastelaria Studios e a BE da Escola André de Resende iniciaram um projeto inovador inter-escolas e com a participação de vários países de expressão lusófona. Vamos pôr os miúdos a recitar, a declamar, a filmar, a falar das suas vidas, das suas esperanças, das sua terras... Vamos fotografar, desenhar, escrever, publicar e no final trocam-se os DVBs, "digital video books" entre escolas, entre países e continentes: Europa, Ásia, América do Sul, África!!! 
Vamos lá...avançar... com as "Vozes de lá e de cá"!

VOZES DE LÁ E DE CÁ