domingo, 8 de janeiro de 2012

Uma cidade antiga e humilde, a minha cidade


Uma cidade antiga e humilde onde a calma paira dia após dia, com a leveza da natureza . Uma cidade com história e repleta de ilustres figuras.
  Nela existem vários recantos e eu tive oportunidade de escolher o meu. Lá, sinto-me bem, confortável. Tranquiliza-me, é como se estivesse ali nascido! Sabes, quando fechas os olhos e só te imaginas lá, naquele lugar...diferente de todos, mas que só tu sabes o que ele te transmite? É isso mesmo... eu sinto-o e faz-me sentir diferente, como se visse as almas queridas de quem tanto tenho saudades.
  Na época do verão abrasador, pelas festas populares, faz-se tradicionalmente a fogueira das portas da Avis. Para lá e para cá, andam pessoas saltando numa folia contagiante. Outra comemoração muito importante desta cidade é o 25 de abril, que representa o fim da ditadura em Portugal. Nesse dia, à meia-noite, lançam-se foguetes em nome da tão ansiada liberdade. É emocionante, porque ainda hoje há pessoas que presenciaram a verdadeira revolução de abril e choram ao recordar o que viveram.
Esta é a minha cidade. A serenidade da brancura caída sobre cantos e recantos torna Évora uma bela cidade. Mal desmaia o sol e sobe a noite, ganha outra vida junto de luzes ténues que lhe conferem um ambiente medieval. Na nebulosidade do tempo, o ar tem um cheiro a castanhas quentes, Évora tem a sua história e aqui cada um tem a sua.

Daniela Geadas
 8ºE


Évora, cidade museu


Évora é a sede de um dos maiores municípios de Portugal. Pode-se chamar a Évora «Cidade Museu», pois o seu centro histórico bem preservado é um dos mais ricos em monumentos em Portugal. Aí encontramos vários monumentos como o Templo Romano que se situa no ponto mais alto da cidade. Évora, a cidade onde eu nasci, foi declarada em 1986 Património Mundial pela UNESCO.
Évora está rodeada de muralhas e no seu interior salienta-se a tradicional pintura das casas em cal (branco). Em Évora é tradicional a cor branca que traduz a sensação de paz e de tranquilidade.
    Em Évora gosto mais da Praça do Giraldo, pois é o coração da cidade. Num lado, podemos observar o Banco de Portugal e do outro a Igreja de S. Antão. No centro da Praça destaca-se a grande e imensa fonte manuelina no cimo da qual podemos ver uma bela coroa real.
   O que eu gosto mais na Praça do Giraldo é de passear ao longo de uma extensa arcada ao longo da qual encontramos pequenas lojas.
Em Évora, existem costumes e tradições, como por exemplo, o folclore, um dos grupos folclóricos chama-se «Flor do Alto Alentejo». Temos ainda os cantares alentejanos.
    Évora suscita em mim a sensação de antiguidade, mas também de paz e sossego, pois lembro-me que, quando era mais nova, ia para o campo tratar das ovelhas com o meu bisavô e cuidar das flores com a minha avó. Évora está rodeada de campo, isso agrada-me porque no contacto com natureza só se ouve o chilrear dos pássaros e, nas tardes de outono, a brisa do vento.
     O meu bairro situa-se fora da cidade, é um bairro com uma construção nova, em que já não se vê a tradição dos rodapés em tons de amarelo e azul. A minha casa situa-se ao pé do campo, onde posso andar de bicicleta. O campo faz-me descontrair dos meus pensamentos, tenho tranquilidade e posso respirar o ar puro da natureza.
     Estudo na escola André de Resende, onde passo a maior parte do tempo, foi lá que fiz novas amizades e onde aconteceram algumas zangas, mas sempre gostei de aqui estar.
      No dia-a-dia vou para a escola e, duas vezes por semana, vou para a equitação para libertar o stress. Gosto de viver rodeada de animais, tenho muitos no quintal e na minha casa. Também gosto muito de pintar coisas abstratas que são fruto da minha imaginação. Não sou uma amante de leitura, mas, por vezes, é necessário ler para saber mais.

Ana Direito
8ºF

A cidade dos nossos tempos…

Évora é uma das cidades mais belas de Portugal! É uma cidade de paz e harmonia, que se descobre em cada canto, com clareza e paixão pelos que aqui vivem. No fundo do seu coração e da sua alma encontram-se mil lendas perpétuas e grandiosas, que marcam a história desta cidade. Por detrás da muralha descobrem-se monumentos que contam aventuras e vivências dos nobres reis e rainhas, de príncipes e princesas, estão situadas casinhas, pequenas e modestas, com portas baixas, de madeira danificada e frágil, destruídas pelos anos e o mau tempo rude e furtivo, do inverno. Pelas chaminés sai um cheiro leve, como uma pena, o cheiro da sopa caseira da avó, que nunca mais se esquece…
Pode ser simples e humilde, no entanto, cativa o olhar de todas as pessoas que passam pelos jardins, revestidos de tons lilases e dourados, que transluzem a luz dos raios solares da primavera. São lugares acolhedores e delicados, que apresentam costumes e tradições de outras épocas, que ficaram nas nossas memórias… Com as luzes a brilhar no meio da noite estrelada de junho, a Feira de S. João é iluminada pelos sorrisos das crianças, com os seus balões na mão a desejar dar mais uma volta de carrossel, que gira sem parar, voando até às nuvens. O algodão doce, farfalhudo e redondo, recorda a nossa juventude, as nossas emoções e sentimentos, desfazendo o seu aroma nas nossas bocas, revelando a criança que há em nós.
Lugares maravilhosos permanecem nesta cidade, mostrando a todos os que passam por cá a beleza de viver, fascinando cada olhar, de cada pessoa que contempla a arte, que voa livre, como uma andorinha.
 Leonor Ferreira
 8ºE

A minha cidade


Chamo-me João e vivo em Évora, uma pequena cidade rústica, caracterizada pela sua serenidade e calma, situada no Alentejo, uma região no sul de Portugal. Gosto muito desta cidade porque, de alguma forma, detesto a confusão, o barulho, a poluição, a agitação e o stresse com que se vive nas grandes cidades. É verdade que aqui não há centros comerciais ou cinemas, no entanto, temos paz, tempo para apreciar a vida, lindos vestígios deixados pelos nossos antepassados, como é o caso dos Romanos, povo que possuía uma civilização muito avançada para a época e que dominou o mundo até ao século V e, sobretudo, uma magnífica História da qual podemos e devemos orgulhar-nos.
Lindos campos e paisagens embelezam esta cidade, repleta de belos monumentos como as termas, o conhecido e prestigiado Templo Romano, as grandiosas igrejas, a Praça do Giraldo, que é única no mundo, apesar das suas reduzidas dimensões. Outro atrativo é a “herança” gastronómica da qual se destacam os queijos, os vinhos, os doces e, sobretudo, o “jeito” especial para as açordas, sopas, enchidos e diversos pratos de carne. Todas estas maravilhas muito me agradam a mim, ao resto da população eborense e aos turistas que por aqui passam. Os traços particulares acima referidos transmitem-nos uma grande emotividade, paixão e curiosidade por esta cidade, pela sua História e pelas bonitas lendas que lhe estão associadas, como a lenda de Giraldo Sem Pavor, a morte trágica do Príncipe Jorge numa queda a cavalo, entre outras narrativas mágicas que acrescentam um carácter muito peculiar a esta cidade considerada Património Mundial pela Unesco.
O local que me cativa especialmente em Évora é a Praça do Giraldo, cujo nome foi atribuído em jeito de homenagem e agradecimento ao conquistador da cidade. De dia, esta tem uma grande luminosidade e alegria transmitida pelas crianças que por ali passeiam juntamente com as suas famílias. No verão, é agradável sentarmo-nos nas esplanadas a recebermos ar fresco e a tomar uma bebida refrescante, pois nesta estação o calor aperta, no inverno, uma bebida quente saboreada num dos cafés envolventes aquece-nos o corpo e o coração. A rejubilante fonte renascentista e a esplêndida igreja de Santo Antão dominam a praça, que é o coração da cidade. Aí tudo se passa em termos de comerciais, religiosos e administrativos. A Praça acaba por ser o pulsar e a alma da cidade. À volta da mesma, encontramos várias ruas muito estreitas por onde os carros passam com dificuldade, percorrendo-as encontramos grande oferta de produtos tradicionais fabricados em barro, verga e cerâmica.

Em suma, Évora é o sítio perfeito para viver, descansar, relaxar, visitar e jantar, porque temos uma variedade de tradições, costumes e monumentos esplendorosos que tornam a cidade tão única e especial.
João Lima
8ºE

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Évora


Évora é uma cidade histórica e muito especial. As muralhas delimitam a parte mais antiga da cidade e no seu interior o branco transmite-nos uma sensação de tranquilidade, paz e pureza.
O meu local preferido da cidade é a praça do Geraldo, um sítio deslumbrante. É um local calmo, com um doce silêncio. A sua bela fonte dá-nos uma sensação de frescura e de bem-estar, as casas são brancas e antigas, a igreja alta e imponente, juntamente com os arcos, fazem com que seja o sítio mais lindo da cidade. É uma entre as muitas praças da cidade, sendo, no entanto, a que se destaca não só pela história, mas também pela sua beleza. É o coração da cidade de onde saem várias ruas cheias de história.

 António Ferreira
 8ºF

Orgulho-me da minha cidade!!!

     A cada passo uma brisa de amor suplicando invade-nos o ser. A paixão que sentimos ao virar da esquina. A paz com o mundo quando giramos seguros pelo passado. O aconchego da alma quando nos sentamos nos bancos que nos levam a percorrer o Universo. A magia que bate no coração entra e aproxima-se  suavemente quando olhamos para ela. Évora… é a neve das montanhas do inverno na cal das suas paredes, o fogo de um olhar e a água de uma cascata.
   Évora orgulha Portugal: seus monumentos relembram os feitos dos nossos reis, a sua estrutura, os atos da geração mais nova. Évora é história! Antiga e arrojada… O florescer das plantas na Primavera, a brisa que nos despenteia no Outono.  É pura, fontes de água magníficas, praças extensas feitas por ninguém. Ao olhar mais perfeito… Évora é assim!
   Um local? O meu bairro definitivamente.
   Eu vivo numa praça perto da minha escola, Praça dos Álamos. À frente da minha casa está uma igreja, tentando impor-se pelo céu adentro. Entro nela todas as semanas, rezo, ouço, tranquilizo-me. A minha casa, uma das tantas que dá forma ao Mundo, acolhedora, simples, mas moderna, um bom sítio para viver!
   No centro da praça, dois jardins de relva dançam vulneráveis às mãos do vento. Árvores grandes, altas em corrida pela meta das nuvens. É um local maravilhoso… jogamos à bola, pontapeamo-la para o presente. Convivemos, falamos com todos e com o ninguém.
   Antes de escurecer, vemos o brilho nos olhos das crianças, ouvimos os seus risos alegres, contemplados pelas outras gerações. E quando se ouvem aquelas palavras, já esperadas, mas indesejadas «Está na hora! Vamos embora!», por instantes é o silêncio que domina. Tentamos insistir… já sem esperança despedimo-nos. Mesmo assim, não conseguimos evitar o sorriso de orelha a orelha ao pensarmos que amanhã há mais…
   Quando finalmente cai no sono, as luzes apagam-se, só a Lua a protege da escuridão total. As estrelas estão seguras pelos braços amigáveis do luar. Tudo dorme num sono profundo, só as folhas das árvores são rebeldes e não sossegam.
   Quando o Sol se volta a manifestar, a Lua é obrigada a sair, amanhã terá outra oportunidade… e tudo volta ao normal!
   Adoro o local onde vivo!
   E é isso… o lugar que me envolve a alma. Eu sou feliz aqui. A falar sozinha para o céu, com as árvores. SOU FELIZ AQUI! A beleza é única, os momentos insubstituíveis. Orgulho-me da minha cidade!!!
Nicole Antunes
8ºE

 

domingo, 1 de janeiro de 2012

A magia de Évora


Évora, a minha bela cidade, é muito pequenina, quase lhe poderíamos chamar aldeia, pois todas as pessoas se conhecem. É um sítio muito sossegado quando comparado a outras cidades de Portugal.
Nas noites de inverno, as ruas estão desertas, não se vê uma única pessoa a andar pelas ruas muito estreitas onde os carros passam com grande dificuldade. Às vezes, penso como gostaria que Évora fosse mais movimentada, como as grandes cidades, com grandes ruas cobertas de carros, porém apercebo-me de que é o seu tamanho e o seu sossego que a tornam tão especial.
A minha terra é uma cidade romana. As extensas calçadas que percorrem toda a cidade conferem-lhe personalidade e carácter. Correndo-as sinto que o passado e o presente se fundem. E a sua brancura? Ah! Do ponto mais alto da cidade, em meu redor, destaca-se o branco que caracteriza as belas casas, em conjunto com uma fina faixa à volta das janelas que pode ser amarelo torrado ou de um azul forte, a lembrar o céu limpo dos dias de verão.
Évora encontra-se rodeada de campo. Este espaço marca-me bastante, é um sítio mágico, cheio de cor e de beleza. As árvores estremecem com o vento, abanando os seus ramos que dão vida e forma a este magnífico lugar. Aí o vento bate-me na cara trazendo o cheiro da erva fresca. Ao longe veem-se cabras a pastar a rica e fresca erva. Num dos meus locais favoritos, de um lado avisto campos cobertos por pequeninas flores amarelas, enquanto ao longe distingo os contornos da Sé de Évora. Passeio por aqui muitas vezes, sempre que estou triste, este lugar é a minha evasão.

Ana Margarida Catronga, 8ºF

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O nosso bairro

Muitos bairros estão cheios de carros,
Carros que estão sempre a incomodar,
Há brancos, pretos, de todas as cores,
A poluir o ambiente e a buzinar.

Noutros não é bem assim,
Escondido no meio das casas
Há sempre por ali um jardim
Há ninhos de andorinha
Feitos de palhinha
E raminhos de jasmim.

E há este, o nosso,
Onde mora a nossa escola
De manhã chegamos felizes
Trazemos a nossa sacola
À espera do intervalo
Para irmos jogar à bola.


6ºB

As ruas de Évora

Há ruas onde se pode brincar
E noutras mal conseguimos andar
Numas existem árvores
Que as crianças podem trepar
E ainda alguns bancos
Onde elas se podem sentar
Nas ruas existem carros a apitar
E alguns a empatar
 Não deixando as pessoas passar
Nem o polícia trabalhar
Por algumas podemos passear
Noutras paramos para namorar
Há ruas novas e ruas antigas
E em todas elas temos amigas.


Alexandra Mamede
Ana Santos
Ana Cruz
Carolina Escada
Margarida Franco
Maria Padrão
6ºB

O meu lar Alentejo

Vegetação seca pelo Verão

Grandes colheitas de trigo

Minha terra, é com orgulho

Que te guardo sempre comigo.



No meio das cores secas

Fora da histórica cidade

É no meu doce lar

Que sinto verdadeira felicidade.



Casa mais bela de todas

No meio dos prados amarelo torrão

Fora das grandes muralhas

Casa que permanece no meu coração.



Longo caminho percorro

Para meu lar me acolher

Faz-me pensar, refletir

No lado bom do meu perder.



Dá jeito para escutar, apreciar

A beleza que me rodeia

Os sobreiros, as azinheiras

Enfim... uma paisagem cheia.



Simples e original

É o nosso Alentejo

Orgulho tenho muito

Meu raminho de poejo

Que dás alegria à minha vida

Que a enfeitas dando-lhe sabor

É contigo que nasci

E és tu que tens o meu amor.

Inês Moreira
7ºB