domingo, 8 de janeiro de 2012

A cidade dos nossos tempos…

Évora é uma das cidades mais belas de Portugal! É uma cidade de paz e harmonia, que se descobre em cada canto, com clareza e paixão pelos que aqui vivem. No fundo do seu coração e da sua alma encontram-se mil lendas perpétuas e grandiosas, que marcam a história desta cidade. Por detrás da muralha descobrem-se monumentos que contam aventuras e vivências dos nobres reis e rainhas, de príncipes e princesas, estão situadas casinhas, pequenas e modestas, com portas baixas, de madeira danificada e frágil, destruídas pelos anos e o mau tempo rude e furtivo, do inverno. Pelas chaminés sai um cheiro leve, como uma pena, o cheiro da sopa caseira da avó, que nunca mais se esquece…
Pode ser simples e humilde, no entanto, cativa o olhar de todas as pessoas que passam pelos jardins, revestidos de tons lilases e dourados, que transluzem a luz dos raios solares da primavera. São lugares acolhedores e delicados, que apresentam costumes e tradições de outras épocas, que ficaram nas nossas memórias… Com as luzes a brilhar no meio da noite estrelada de junho, a Feira de S. João é iluminada pelos sorrisos das crianças, com os seus balões na mão a desejar dar mais uma volta de carrossel, que gira sem parar, voando até às nuvens. O algodão doce, farfalhudo e redondo, recorda a nossa juventude, as nossas emoções e sentimentos, desfazendo o seu aroma nas nossas bocas, revelando a criança que há em nós.
Lugares maravilhosos permanecem nesta cidade, mostrando a todos os que passam por cá a beleza de viver, fascinando cada olhar, de cada pessoa que contempla a arte, que voa livre, como uma andorinha.
 Leonor Ferreira
 8ºE

A minha cidade


Chamo-me João e vivo em Évora, uma pequena cidade rústica, caracterizada pela sua serenidade e calma, situada no Alentejo, uma região no sul de Portugal. Gosto muito desta cidade porque, de alguma forma, detesto a confusão, o barulho, a poluição, a agitação e o stresse com que se vive nas grandes cidades. É verdade que aqui não há centros comerciais ou cinemas, no entanto, temos paz, tempo para apreciar a vida, lindos vestígios deixados pelos nossos antepassados, como é o caso dos Romanos, povo que possuía uma civilização muito avançada para a época e que dominou o mundo até ao século V e, sobretudo, uma magnífica História da qual podemos e devemos orgulhar-nos.
Lindos campos e paisagens embelezam esta cidade, repleta de belos monumentos como as termas, o conhecido e prestigiado Templo Romano, as grandiosas igrejas, a Praça do Giraldo, que é única no mundo, apesar das suas reduzidas dimensões. Outro atrativo é a “herança” gastronómica da qual se destacam os queijos, os vinhos, os doces e, sobretudo, o “jeito” especial para as açordas, sopas, enchidos e diversos pratos de carne. Todas estas maravilhas muito me agradam a mim, ao resto da população eborense e aos turistas que por aqui passam. Os traços particulares acima referidos transmitem-nos uma grande emotividade, paixão e curiosidade por esta cidade, pela sua História e pelas bonitas lendas que lhe estão associadas, como a lenda de Giraldo Sem Pavor, a morte trágica do Príncipe Jorge numa queda a cavalo, entre outras narrativas mágicas que acrescentam um carácter muito peculiar a esta cidade considerada Património Mundial pela Unesco.
O local que me cativa especialmente em Évora é a Praça do Giraldo, cujo nome foi atribuído em jeito de homenagem e agradecimento ao conquistador da cidade. De dia, esta tem uma grande luminosidade e alegria transmitida pelas crianças que por ali passeiam juntamente com as suas famílias. No verão, é agradável sentarmo-nos nas esplanadas a recebermos ar fresco e a tomar uma bebida refrescante, pois nesta estação o calor aperta, no inverno, uma bebida quente saboreada num dos cafés envolventes aquece-nos o corpo e o coração. A rejubilante fonte renascentista e a esplêndida igreja de Santo Antão dominam a praça, que é o coração da cidade. Aí tudo se passa em termos de comerciais, religiosos e administrativos. A Praça acaba por ser o pulsar e a alma da cidade. À volta da mesma, encontramos várias ruas muito estreitas por onde os carros passam com dificuldade, percorrendo-as encontramos grande oferta de produtos tradicionais fabricados em barro, verga e cerâmica.

Em suma, Évora é o sítio perfeito para viver, descansar, relaxar, visitar e jantar, porque temos uma variedade de tradições, costumes e monumentos esplendorosos que tornam a cidade tão única e especial.
João Lima
8ºE

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Évora


Évora é uma cidade histórica e muito especial. As muralhas delimitam a parte mais antiga da cidade e no seu interior o branco transmite-nos uma sensação de tranquilidade, paz e pureza.
O meu local preferido da cidade é a praça do Geraldo, um sítio deslumbrante. É um local calmo, com um doce silêncio. A sua bela fonte dá-nos uma sensação de frescura e de bem-estar, as casas são brancas e antigas, a igreja alta e imponente, juntamente com os arcos, fazem com que seja o sítio mais lindo da cidade. É uma entre as muitas praças da cidade, sendo, no entanto, a que se destaca não só pela história, mas também pela sua beleza. É o coração da cidade de onde saem várias ruas cheias de história.

 António Ferreira
 8ºF

Orgulho-me da minha cidade!!!

     A cada passo uma brisa de amor suplicando invade-nos o ser. A paixão que sentimos ao virar da esquina. A paz com o mundo quando giramos seguros pelo passado. O aconchego da alma quando nos sentamos nos bancos que nos levam a percorrer o Universo. A magia que bate no coração entra e aproxima-se  suavemente quando olhamos para ela. Évora… é a neve das montanhas do inverno na cal das suas paredes, o fogo de um olhar e a água de uma cascata.
   Évora orgulha Portugal: seus monumentos relembram os feitos dos nossos reis, a sua estrutura, os atos da geração mais nova. Évora é história! Antiga e arrojada… O florescer das plantas na Primavera, a brisa que nos despenteia no Outono.  É pura, fontes de água magníficas, praças extensas feitas por ninguém. Ao olhar mais perfeito… Évora é assim!
   Um local? O meu bairro definitivamente.
   Eu vivo numa praça perto da minha escola, Praça dos Álamos. À frente da minha casa está uma igreja, tentando impor-se pelo céu adentro. Entro nela todas as semanas, rezo, ouço, tranquilizo-me. A minha casa, uma das tantas que dá forma ao Mundo, acolhedora, simples, mas moderna, um bom sítio para viver!
   No centro da praça, dois jardins de relva dançam vulneráveis às mãos do vento. Árvores grandes, altas em corrida pela meta das nuvens. É um local maravilhoso… jogamos à bola, pontapeamo-la para o presente. Convivemos, falamos com todos e com o ninguém.
   Antes de escurecer, vemos o brilho nos olhos das crianças, ouvimos os seus risos alegres, contemplados pelas outras gerações. E quando se ouvem aquelas palavras, já esperadas, mas indesejadas «Está na hora! Vamos embora!», por instantes é o silêncio que domina. Tentamos insistir… já sem esperança despedimo-nos. Mesmo assim, não conseguimos evitar o sorriso de orelha a orelha ao pensarmos que amanhã há mais…
   Quando finalmente cai no sono, as luzes apagam-se, só a Lua a protege da escuridão total. As estrelas estão seguras pelos braços amigáveis do luar. Tudo dorme num sono profundo, só as folhas das árvores são rebeldes e não sossegam.
   Quando o Sol se volta a manifestar, a Lua é obrigada a sair, amanhã terá outra oportunidade… e tudo volta ao normal!
   Adoro o local onde vivo!
   E é isso… o lugar que me envolve a alma. Eu sou feliz aqui. A falar sozinha para o céu, com as árvores. SOU FELIZ AQUI! A beleza é única, os momentos insubstituíveis. Orgulho-me da minha cidade!!!
Nicole Antunes
8ºE

 

domingo, 1 de janeiro de 2012

A magia de Évora


Évora, a minha bela cidade, é muito pequenina, quase lhe poderíamos chamar aldeia, pois todas as pessoas se conhecem. É um sítio muito sossegado quando comparado a outras cidades de Portugal.
Nas noites de inverno, as ruas estão desertas, não se vê uma única pessoa a andar pelas ruas muito estreitas onde os carros passam com grande dificuldade. Às vezes, penso como gostaria que Évora fosse mais movimentada, como as grandes cidades, com grandes ruas cobertas de carros, porém apercebo-me de que é o seu tamanho e o seu sossego que a tornam tão especial.
A minha terra é uma cidade romana. As extensas calçadas que percorrem toda a cidade conferem-lhe personalidade e carácter. Correndo-as sinto que o passado e o presente se fundem. E a sua brancura? Ah! Do ponto mais alto da cidade, em meu redor, destaca-se o branco que caracteriza as belas casas, em conjunto com uma fina faixa à volta das janelas que pode ser amarelo torrado ou de um azul forte, a lembrar o céu limpo dos dias de verão.
Évora encontra-se rodeada de campo. Este espaço marca-me bastante, é um sítio mágico, cheio de cor e de beleza. As árvores estremecem com o vento, abanando os seus ramos que dão vida e forma a este magnífico lugar. Aí o vento bate-me na cara trazendo o cheiro da erva fresca. Ao longe veem-se cabras a pastar a rica e fresca erva. Num dos meus locais favoritos, de um lado avisto campos cobertos por pequeninas flores amarelas, enquanto ao longe distingo os contornos da Sé de Évora. Passeio por aqui muitas vezes, sempre que estou triste, este lugar é a minha evasão.

Ana Margarida Catronga, 8ºF

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O nosso bairro

Muitos bairros estão cheios de carros,
Carros que estão sempre a incomodar,
Há brancos, pretos, de todas as cores,
A poluir o ambiente e a buzinar.

Noutros não é bem assim,
Escondido no meio das casas
Há sempre por ali um jardim
Há ninhos de andorinha
Feitos de palhinha
E raminhos de jasmim.

E há este, o nosso,
Onde mora a nossa escola
De manhã chegamos felizes
Trazemos a nossa sacola
À espera do intervalo
Para irmos jogar à bola.


6ºB

As ruas de Évora

Há ruas onde se pode brincar
E noutras mal conseguimos andar
Numas existem árvores
Que as crianças podem trepar
E ainda alguns bancos
Onde elas se podem sentar
Nas ruas existem carros a apitar
E alguns a empatar
 Não deixando as pessoas passar
Nem o polícia trabalhar
Por algumas podemos passear
Noutras paramos para namorar
Há ruas novas e ruas antigas
E em todas elas temos amigas.


Alexandra Mamede
Ana Santos
Ana Cruz
Carolina Escada
Margarida Franco
Maria Padrão
6ºB

O meu lar Alentejo

Vegetação seca pelo Verão

Grandes colheitas de trigo

Minha terra, é com orgulho

Que te guardo sempre comigo.



No meio das cores secas

Fora da histórica cidade

É no meu doce lar

Que sinto verdadeira felicidade.



Casa mais bela de todas

No meio dos prados amarelo torrão

Fora das grandes muralhas

Casa que permanece no meu coração.



Longo caminho percorro

Para meu lar me acolher

Faz-me pensar, refletir

No lado bom do meu perder.



Dá jeito para escutar, apreciar

A beleza que me rodeia

Os sobreiros, as azinheiras

Enfim... uma paisagem cheia.



Simples e original

É o nosso Alentejo

Orgulho tenho muito

Meu raminho de poejo

Que dás alegria à minha vida

Que a enfeitas dando-lhe sabor

É contigo que nasci

E és tu que tens o meu amor.

Inês Moreira
7ºB

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Da minha casa

Da minha janela vejo
Uma vinha, flores e animais
Esse era o meu desejo
Eu não queria nada mais.

Gosto do cheiro da terra
Gosto do cantar dos pássaros
Gosto do ar puro e da uva
Gosto das cores do campo.

Gosto muito da minha casa
De lá não quero sair
Mas se os meus pais quiserem
Com eles vou ter de ir.

Joana Costa
5ºG

De Almograve para Évora


Eu vivo nestes dois lugares: Évora e Almograve. Da janela do meu quarto de Almograve consigo ver o meu quintal com a horta cheia de plantas e árvores de fruto, às vezes vejo as dunas e ouço o mar (Almograve é uma aldeia com praia), vejo o quarto dos meus vizinhos em frente e o relvado de outro vizinho à esquerda.
A minha casa de Almograve tem dois terraços com muito espaço para eu brincar com a minha irmã.
Da janela do meu quarto de Évora consigo ver um campo que às vezes tem um cavalo, uma palmeira e um arbusto que no verão está cheio de flores brancas.
Eu morava em Almograve e só estou em Évora porque a minha mãe teve de ir trabalhar para Lagos, e eu tive de vir para Évora com o meu pai que também veio trabalhar para cá. E é por isso que eu moro em dois lugares tão longe um do outro.

          Maria Inês Pimenta
         5ºG