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domingo, 25 de março de 2012

Estudamos na Escola Básica André de Resende

     Somos um grupo de alunos que temos em comum três coisas: estudamos na escola André de Resende, a professora de Português é a mesma e vivemos em Évora. Este texto é uma espécie de manta de retalhos, porque foi elaborado por todos nós. Explicando melhor: todos fomos convidados a escrever um pequeno texto sobre Évora e, no final, fomos retirar o melhor que cada um tinha, e portanto, resultou naquilo que aqui apresentamos! É um texto que engloba muitas visões, vontades, múltiplos sentimentos e diversas opiniões. E porque a união faz a força, acreditamos que este texto coletivo será bem melhor por ter tido tantas mãos, cabeças e ideias na sua génese!
     Património da Humanidade quer dizer um bem que é de todos, do mundo inteiro! Évora, uma cidade que é de todos e que é de cada um de nós! Que bom que é viver numa cidade que é uma verdadeira pérola, aqui mesmo no centro do Alentejo, uma região de longas planícies e que, em tempos que já lá vão, foi conhecida como «o celeiro de Portugal».
     Outros conhecem-na ainda por ser cidade-museu. Muitos são os turistas que nos visitam ao longo do ano inteiro e, invariavelmente, todos visitam o coração da cidade, a Praça do Giraldo, o Templo Romano, a Sé catedral, o Palácio de Dom Manuel, a Capela dos Ossos, a Universidade de Évora e tantos outros. Nós, que cá vivemos, também já os visitámos dezenas de vezes e, cada vez que o fazemos, descobrimos sempre alguma coisa que nos escapou na visita anterior. Mas não é só nos monumentos que se encontra a beleza e o encanto de Évora, é nas suas gentes, nas suas ruas estreitas e antigas, carregadas de histórias, na sua gastronomia e, sobretudo, naqueles pormenores que um olhar mais atento não deixa passar: a vista da cidade do Alto de São Bento, ao fim da tarde, as janelas escondidas da casa de André de Resende (o patrono da nossa escola), o pôr do sol daquelas intermináveis noites quentes de verão numa qualquer varanda da cidade, os plátanos centenários, as casinhas de cal branca como a neve, o cheirinho do verdadeiro pão caseiro acabado de sair do forno a lenha, e as inúmeras igrejas que nos apelam a momentos de silêncio e de uma enorme paz interior.
     Pisamos todos os dias as pedras centenárias que fizeram a história da cidade e, quase sem darmos conta, convivemos com as muralhas mais bonitas que até hoje se construíram, para nos protegerem dos inimigos e dos impiedosos! Calcorreamos o centro da cidade e, antes de dobrarmos a esquina para o Teatro Garcia de Resende, ainda damos um saltinho à pastelaria Violeta para saborearmos aquilo que a nossa gastronomia tem de melhor: as queijadas de Évora.
     De manhã, levantamo-nos com as badaladas da Sé e depressa chegamos à escola e já o toque lá vai indo. Aqui na escola, pela manhã logo cedo, damos asas à nossa imaginação e ao nosso sentir, acompanhado do olhar atento e cheio de adjetivos da professora! Sobrevoamos a cidade mais linda de Portugal e do alto alcançamos uma vista única da cidade de Évora: a NOSSA!


8º B
8º D
7ºG

 
Nós, os jardineiros!

Chegámos ao fim de dois anos, dois longos anos de trabalho! Passámos bons e maus momentos, mas o balanço é muito positivo!
Reconhecemos que errámos nalgumas coisas: na pontualidade e na assiduidade! E com isto demos muitos cabelos brancos ao Prof. João Amante! E se ele ler este texto, saiba que lhe estamos muito agradecidos pelo que fez por nós e devemos-lhe um pedido de desculpas...
E agora vamos continuar em frente, na esperança de boas perspetivas e com o olhar no futuro. Levamos a Escola André de Resende no coração, aos professores, aos colegas e aos funcionários aqui fica um grande obrigadão!


Texto coletivo do 2º JEV

sexta-feira, 9 de março de 2012

A nossa escola


        

          Diz-se que a nossa escola vai ser «reconstruída», todos os anos se diz: «agora é que é!», mas ainda não foi. É da crise... Mas quando a escola nova estiver pronta é assim que ela vai ser:
         A nossa nova escola tem uma entrada com um enorme portão, sempre aberto, e umas escadas que nos levam à aprendizagem extrema e à pura diversão.
        As salas são novas e bonitas de diferentes tamanhos: salas pequenas e acolhedoras para trabalharmos em pequenos grupos e salas grandes, espaçosas, arejadas e climatizadas, frescas no verão e quentes no inverno. Há um grande auditório com grandes bancadas e um palco onde os nossos artistas podem ensaiar para mais tarde brilharem.
         O nosso ginásio é enorme, tem balneários com várias cabines de duche com espaço para os alunos se vestirem e, ainda, casas de banho em número suficiente. Existe material em quantidade e qualidade, não está à vista, porque há um espaço próprio de arrumação, fora do ginásio. Há um sistema de segurança para que não haja roubos. O ginásio também tem uma aparelhagem de som de elevada qualidade para as aulas de Educação Física.
        Na nova escola há um bom campo de jogos, com um bom piso e com excelentes cestos, arcos e bolas de basquetebol para jogarmos, quando jogamos usamos coletes de várias cores para distinguirmos as equipas.. Temos também uma carrinha que nos transporta quando há jogos fora da escola.
      Há ainda quatro campos de futebol, exteriores e interiores, com balizas de rede resistente e postes preparados para os grandes remates, e ainda linhas marcadas ao longo do campo. Quando jogamos futebol, temos funcionários a vigiar os jogos para que os mais velhos não possam tirar-nos de lá. A iluminação é ótima, é fundamental no inverno, quando escurece mais cedo, por isso, temos painéis solares para alimentarem os holofotes. Todo o campo de jogos é rodeado por uma proteção em rede alta para evitar que as bolas saiam do recinto. Quando há grandes partidas, os nossos espetadores sentam-se nas enormes bancadas, em forma de anfiteatro.
       Temos um ginásio próprio para dançar com um espelho sem fim, as paredes estão enfeitadas com grafitis de hip-hop para dar «aquele estilo» que adoramos. O piso é de madeira lisa para não nos magoarmos quando caímos. Em cada canto da sala, há uma coluna de som para se ouvir melhor cada tom.
     A papelaria tem uma entrada aberta como se fosse uma loja. Tem material de grande qualidade, cadernos de todos os tamanhos e feitios, lápis, canetas, borrachas de todas as cores e os livros que utilizamos nas aulas vendem-se lá. 
      Na reprografia há muita arrumação e muito espaço, as funcionárias são agradáveis e há sempre música a tocar! Existem máquinas que nos fornecem o que nos é necessário para os estudos.
       E falemos do bar: é enorme! Tem muitos funcionários simpáticos para nos atenderem, muita variedade de alimentos: sumos naturais de fruta variada, há chá, café, leite e iogurtes, sanduíches de diferentes tipos de pão, com queijo, fiambre, paio e com um bocadinho de manteiga, como se diz por aqui, a fugir! 
       E a cantina? A cantina é um espetáculo! Muita iluminação natural, com grandes janelas, mesas e cadeiras em quantidade suficiente para todos os que a frequentam. Existem muitos carrinhos de recolha de tabuleiros que facilitam o trabalho das senhoras funcionárias. A alimentação é cem por cento saudável, variada e rica em nutrientes, há sempre uma bela sopa, muita salada, muita fruta e pãozinho a acompanhar, às vezes temos direito a um doce saboroso, e em dias de festa até podemos comer uma pizza!
        Esta é a nossa  escola!
6ºB
                  
             

A minha escola

      Nós andamos na escola André de Resende, somos o 6º F. A escola situa-se no Bairro dos Álamos, em Évora. É aqui que convivemos com os nossos colegas mas, sobretudo, onde pomos os nossos conhecimentos à prova.
     No nosso dia-a-dia vemos pessoas a passar pela escola, ouvimos pessoas a gritar e a falar... a rir. Nos intervalos podemos brincar e conversar com os colegas.  Na escola gostamos de brincar com os nossos amigos, nos intervalos nós jogamos futebol, ao berlinde, às escondidas e à apanhada (aqui no Alentejo dizemos «ao apanha»). Nos intervalos divertimo-nos à brava.
      Quando regressamos às salas, ouvimos o som da Natureza, o canto dos pássaros. 
       A sala de aula é o único sítio onde não podemos brincar, mas às vezes brincamos aprendendo.
      Do que não gostamos na escola é quando nós vamos almoçar e as coisas não correm bem. Às vezes há longas filas e os mais velhos passam-nos à frente, mas o pior é quando o Sr. Sérgio nos manda para o fim da fila, porque estávamos a brincar! A comida do refeitório não é lá grande coisa...
      Também não gostamos do facto de a papelaria fechar à hora do almoço e o campo de futebol não ter balizas.
        As nossas aulas são produtivas, às vezes divertidas e engraçadas. Os professores são simpáticos, mas nem todos têm paciência para nos «aturar»! E no fim do dia voltamos para casa, sabendo que regressamos no dia seguinte.
          A nossa escola promove variadas atividades, como por exemplo: os Jogos Matemáticos, os concursos Eu li... Eu sei!, o So...letrar e o Spelling, o Parlamento dos Jovens, programa que nos leva à Assembleia da República.
          Este ano, no fim do segundo período, a nossa escola organiza uma semana de atividades de várias disciplinas,  é a Semana Cultural. Nós gostamos muito desta semana de atividades, porque é uma maneira divertida de aprender.
          Esta é uma escola básica, tem alunos do 2º e do 3º Ciclos, mas nós gostávamos que ela fosse uma escola Básica e Secundária, assim poderíamos frequentá-la até ao 12º ano sem ter de mudar de escola.
          A escola vai ser demolida, pelo menos dizem que sim, já é antiga e precisa de melhorar as suas condições. Esperamos que venha a ter casas de banho com mais higiene, salas de aula arejadas, com grandes janelas e construídas de forma a terem uma boa temperatura no verão e no inverno, e uma cantina com uma comida variada, boa e saudável. Gostávamos que o pavimento da escola fosse liso, para que quando caíssemos não nos magoássemos tanto, queríamos também ter umas balizas novas, com redes de qualidade, no campo de futebol para podermos jogar à vontade.
          A nossa perspetiva de futuro é conseguir ter boas notas e melhorar a nossa capacidade de aprendizagem enquanto alunos. Pensamos que a nossa escola nos ajuda muito e temos a certeza de que  vai continuar a ajudar-nos na formação do nosso futuro.
    

A minha escola


Venho todos os dias para a escola
comigo trago a sacola.
De manhã, à chegada, é demais...
já não precisamos de entrar com os pais!
Uf! Não cheguei atrasada!
Ando sempre tão preocupada!
Na minha escola há muita simpatia,
professores, alunos e funcionários são uma alegria!
Mas às vezes é uma gritaria,
pois andamos numa correria!
Na minha escola gosto de estar
pois aqui posso rir, correr e brincar!
Enquanto os professores vão à reprografia
os alunos andam pelo bar, pela biblioteca e papelaria.
Na minha escola eu cresci
ando cá há um ano e já muito aprendi!
Sem saber, todos os dias somos avaliados,
não damos por isso, porque nunca estamos calados!
A época dos testes está a chegar
e nós, claro, temos de estudar.
Mas pelas boas notas esperamos,
por elas muito trabalhamos!

5ºG

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Alto de São Bento

Eu sou o José.
A minha quinta fica situada ao pé do alto de São Bento, onde eu vivo.
No sítio onde eu vivo, de todas as janelas vejo árvores, ervas e flores. Há muitas azinheiras, oliveiras e pinheiros. No meu pátio existe uma azinheira muito grande e bonita e ainda tenho algumas árvores de fruto como laranjeiras, limoeiros e romãzeiras.
Tenho três amigos especiais que são os meus cães e com eles brinco, dou festinhas e trato deles. Os seus nomes são: Pintas, Pipoca e Pico.
Tenho muitos sítios para brincar e para me esconder com os meus irmãos e primos. Nesta quinta também há um charco, onde eu e os meus primos vamos apanhar girinos e ver cobras a nadarem. Às vezes fico com os pés cheios de lama e a minha mãe não gosta nada.
Durante o dia vejo pombos, pardais, pegas e garças a comerem e à noite coelhos e lebres a correrem muito velozes.


José Luís Leal da Costa
5ºG   

A vista da janela do meu quarto

          Olá eu sou o Diogo, tenho onze anos e moro no Bairro S. José da Ponte em Évora. O meu bairro está em crescimento, por isso neste momento estão a construir muitas casas perto da minha.
Quando fui para lá morar, via da janela do quarto dos meus pais o MARE, que é o mercado abastecedor da região de Évora, e via também toda a estrada e os terrenos em volta com cabras e ovelhas que são de um vizinho meu, até já comi queijinhos que a esposa do meu vizinho faz e são muito bons.
            Há pouco tempo construíram o Aki mesmo em frente da minha casa, é um edifício muito grande e já não consigo ver a estrada e os terrenos em volta.
            Da janela do meu quarto via só descampado e agora vejo a construção de casas novas que estão a fazer, também vejo a quinta do meu vizinho que tem parreiras, oliveiras e laranjeiras, mas ainda consigo ver os quintais e as casas dos meus vizinhos.

Diogo Reis
5º G

Da minha janela

Da minha janela consigo ver muitas coisas, como flores de várias cores, gatos, cães, andorinhas, pombos e, às vezes, as crianças a brincar.        
Gostava que da minha janela conseguisse ver o mar, uma grande quinta e muitos e variados animais de muitas formas.
            Foi aqui que nasci, foi aqui que me habituei a viver e a brincar, adoro esta rua, não quero sair daqui, porque o meu sonho realizou-se: ter uma rua linda como a minha.
Alexandra
5ºG

Onde eu costumo estar



Este jardim não se situa propriamente na minha rua, mas sim no meu bairro, e é desse jardim que vos vou falar.
Neste jardim é onde eu costumo brincar, andar de bicicleta, passear a minha cadela, onde tenho recordações da minha antiga cadela. É aqui que eu tenho crescido e aprendido muita coisa, como novos jogos, estrear as minhas bicicletas novas. Esta é a relação que eu tenho com esse jardim.
É um jardim muito grande e a erva está sempre molhada, é por isso que dá jeito a rampa de cimento liso, gigantesca. Dantes esse jardim tinha um parque infantil onde eu passei a minha infância quase toda, até ir para o colégio, que acho que foi nessa altura que o tiraram de lá para fazerem uma rampa de skate e um espaço em cimento liso com cestos de basquetebol para jogarmos. Mesmo pegado ao jardim há um campo de futebol onde acho que nunca entrei, o que é muito estranho.
Eu adoro brincar neste jardim e é por isso que lhe chamo  «o meu jardim».          
Beatriz Pombo
 5º G

O rafeiro alentejano



O meu cão é um rafeiro
Um rafeiro com “pedigree”
É um rafeiro alentejano
Que às vezes parece que ri!

Eu gosto do meu cão
Ele é muito lambão
Chega a tirar-me do talego
O meu belo pedaço de pão!

O meu cão vive no monte
Na casinha do meu avô
Corre atrás das ovelhas
Esconde-se na seara
Mas quando eu chego
E grito: Maioral
Vem para o meu aconchego!

Alunos do 6º D 

sexta-feira, 2 de março de 2012

Um sonho em Évora

Saí de casa. Estava cheia de pressa. Tinha de ir comprar urgentemente o Auto da Barca do Inferno que a professora tinha mandado comprar para a aula desse sábado e, se não chegasse à papelaria em cinco minutos, não o comprava. Aí, seria “orelhada” atrás de “orelhada”, ou melhor: seria um desfilar de puxões-de-orelhas-verbais (“Então onde é que ficou a responsabilidade?!”, “Eu não esperava isso da menina, sempre tão certinha e responsável!”, etc., etc., etc.!!..).
Desci as escadas a correr e assim continuei na rua, absorta nos meus pensamentos. Mas qual não foi o meu espanto quando subitamente vi… o Parvo!, Sim, era mesmo ele, o Parvo! Sim, Joane, o Parvo, o mesmo Joane brincalhão e sempre crítico do Auto da Barca do Inferno! Lá estava ele, sentado num dos ramos de uma árvore, a falar com as andorinhas, pedindo-lhes que não se fossem embora. Pelos vistos, Joane partilhava comigo a preferência pela primavera, o tempo das brisas leves mas não geladas do nosso inverno, do sol quentinho mas não escaldante que temos no verão, da festa mágica da profusão de cores e cheios e sons da natureza que desperta após a sonolência invernal.
Pelo que pude perceber, dizia-lhes o quanto gostava delas e adorava ouvi-las cantar:
- Por favor, fiquem, minhas belezas do oásis alentejano –dizia ele.
Cheguei-me à sua beira e atrevi-me a perguntar-lhe:
- Joane, que fazes aqui? Não tinhas encontro marcado como Diabo e o Anjo em Lisboa’ Para o julgamento…
Ele retorquiu:
- Não! O julgamento é só na sexta-feira 13, sua tola! Pensei que as moçoilas como tu, as de agora, sabiam tudo! Afinal, samica sejam também um pouco baralhentas da cabeça, como eu! AH, Ah!
Apercebi-me de que apenas eu o conseguia ouvir, pois as pessoas que por mim passavam olhavam-me de um modo estranho. Afinal, quem estava a fazer figura de parva era eu! Mas não fazia mal! Não era certamente todos os dias que se encontrava ao virar da esquina – ou melhor, ao pular da árvore – a nossa personagem preferida! E eu ali estava, a ver e a falar com Joane, o Parvo, ao vivo e a cores! Era surreal! Pedi-lhe então:
- Parvo, desce daí. Para além de te poderes magoar, quero conhecer-te melhor, ver-te mais de perto,…
Ele adotou uma atitude de espanto e desconfiança:
- Que interesse tens tu em conhecer samica alguém? Eu não sou ninguém, nunca fui! De valor, só tenho as minhas ideias – e essas ninguém as quer conhecer – e a minha voz crítica, e esta, às vezes é um bocadinho irreverente. Ah!, mas penso que tu sabes que eu sei que ambos sabemos que as palavras podem ter mesmo muito valor, ou então valor nenhum, depende dos ouvidos que as ouvem, e esses às vezes são surdos que nem uma porta, sobretudo se o que ouvem não lhes interessa  ouvir, ou porque são criticados ou porque de tão tolos que são os seus donos nem se apercebem das figuras de parvo que vão fazendo pela vida, julgando que a importância está nas roupagens que vestem, na criadagem a quem dão ordens ou das moedas que têm nos bolsões!
- Eu bem sei que tu tens razão, Joane! Há por aí tanto parvo sem saber! E é mesmo por essa tua simplicidade que te quero conhecer. Anda, desce daí e vamos sentar-nos em qualquer lado a conversar.
– Mas tu queres mesmo conhecer um parvo?
- Olha, parvos já conheço eu muitos. O que eu quero é conhecer-te.
- Mas olha lá que eu tenho muitos pecados, não devo ser muito boa companhia!... Às vezes até digo uns palavrões!...
- Na minha modesta opinião, penso que não és nenhum pecador. Vá lá, desce daí e vamos até ao Café Arcada comer uma queijadinha de Évora, que são deliciosas. Já provaste alguma?
- Ainda não. Se calhar, é capaz de ser uma boa ideia! Achas mesmo que eu não sou um pescador?
- “Pecador”, Parvo! Diz-se “pecador”!
E lá fomos ambos, pela arcada fora, falando e rindo dos trocadilhos que conseguíamos ir fazendo!


Ana Roma
 9ºE

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Évora é especial todo o ano

A cidade de Évora é pequena, tranquila. É uma cidade de brancura e sossego. É agradável para viver e para visitar, pois tem um vasto património monumental, aliás foi declarada Património da Humanidade pela Unesco.
Tem uma imponente e rica Sé, o Templo Romano, várias igrejas, a Praça do Geraldo, no centro da cidade, o Aqueduto de Água de Prata, a Capela dos Ossos, entre outras relíquias do passado. Adoro ir à Sé com os meus avós e estar na Praça do Geraldo, o coração da cidade. É uma praça grande, por vezes agitada, nomeadamente em altura de festas, feira do livro ou de outros eventos culturais. No centro da Praça, encontra-se uma bonita fonte. Os pombos costumam ir aí beber e eu gosto de me sentar num dos bancos que a rodeiam a conversar com os meus amigos ou ouvir o som da água a cair.
Évora é especial todo o ano, porém, para mim, destacam-se dois períodos. Em junho temos a feira de São João, no Rossio, paragem obrigatória para todos os Eborenses. Vivemos momentos de alegria, festa, descontração, pois coincide com o fim da escola e o inicio do verão. Também gosto muito de Évora pelo Natal, a cidade fica toda iluminada. No exterior da Igreja de Santo Antão, na Praça do Geraldo, ergue-se um grande presépio, desde pequena que gosto de vê-lo.
Do que gosto menos da cidade é da sua monotonia, pois não acontece nada de novo e tudo se repete. Tenho uma vida muito normal. Moro num bairro gigante. Aí gosto de andar de bicicleta, de jogar futebol, ténis e volleyball com os amigos.
Ando na escola André de Resende. Não é muito grande. Habitualmente, no intervalo, costumo passear pela escola com os meus amigos e falar do que aconteceu no fim de semana. No tempo de escola não podemos fazer grande coisa, pois temos que estudar. Adoro ler todo o tipo de literatura, mas o meu género favorito é o romance.
As minhas expetativas para o futuro são semelhantes às de muitos jovens da minha idade. Espero ir para uma boa faculdade e tirar o curso. Daqui a dez anos espero ver-me a viajar pelo mundo e a fazer o que gosto.

Raquel Copeto
8ºE  

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Évora


Évora é uma cidade histórica e muito especial. As muralhas delimitam a parte mais antiga da cidade e no seu interior o branco transmite-nos uma sensação de tranquilidade, paz e pureza.
O meu local preferido da cidade é a praça do Geraldo, um sítio deslumbrante. É um local calmo, com um doce silêncio. A sua bela fonte dá-nos uma sensação de frescura e de bem-estar, as casas são brancas e antigas, a igreja alta e imponente, juntamente com os arcos, fazem com que seja o sítio mais lindo da cidade. É uma entre as muitas praças da cidade, sendo, no entanto, a que se destaca não só pela história, mas também pela sua beleza. É o coração da cidade de onde saem várias ruas cheias de história.

 António Ferreira
 8ºF

domingo, 1 de janeiro de 2012

A magia de Évora


Évora, a minha bela cidade, é muito pequenina, quase lhe poderíamos chamar aldeia, pois todas as pessoas se conhecem. É um sítio muito sossegado quando comparado a outras cidades de Portugal.
Nas noites de inverno, as ruas estão desertas, não se vê uma única pessoa a andar pelas ruas muito estreitas onde os carros passam com grande dificuldade. Às vezes, penso como gostaria que Évora fosse mais movimentada, como as grandes cidades, com grandes ruas cobertas de carros, porém apercebo-me de que é o seu tamanho e o seu sossego que a tornam tão especial.
A minha terra é uma cidade romana. As extensas calçadas que percorrem toda a cidade conferem-lhe personalidade e carácter. Correndo-as sinto que o passado e o presente se fundem. E a sua brancura? Ah! Do ponto mais alto da cidade, em meu redor, destaca-se o branco que caracteriza as belas casas, em conjunto com uma fina faixa à volta das janelas que pode ser amarelo torrado ou de um azul forte, a lembrar o céu limpo dos dias de verão.
Évora encontra-se rodeada de campo. Este espaço marca-me bastante, é um sítio mágico, cheio de cor e de beleza. As árvores estremecem com o vento, abanando os seus ramos que dão vida e forma a este magnífico lugar. Aí o vento bate-me na cara trazendo o cheiro da erva fresca. Ao longe veem-se cabras a pastar a rica e fresca erva. Num dos meus locais favoritos, de um lado avisto campos cobertos por pequeninas flores amarelas, enquanto ao longe distingo os contornos da Sé de Évora. Passeio por aqui muitas vezes, sempre que estou triste, este lugar é a minha evasão.

Ana Margarida Catronga, 8ºF

domingo, 11 de dezembro de 2011

O jardim



    Eu sou a Sofia tenho dez anos e este jardim acompanhou-me toda a vida. É um sítio maravilhoso aqui em Évora, pelo menos para mim.
    Neste jardim há um pequeno parque, onde eu me divirto bastante. Só de olhar para ele, sinto-me alegre e vejo lindas recordações, como quando nevou em Évora e fomos todos brincar para o parque.

Sofia Guerreiro
5º G

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Onde vivo!

Nesta quinta maravilhosa                            
é encantador cá viver                                    
tantas flores, tantas árvores                                               
todos os dias posso ver! 
                                         
Muito espaço para brincar                            
na rua com ar puro                                          
é tão fácil  encontrar                                          
nem preciso de saltar o muro!  

 Desde que o dia nasce
até o sol se  pôr
tudo à minha volta
é sempre um esplendor!

Pequenas e grandes
tantas e lindas flores
eu gosto de todas elas
todas de várias cores!

Tenho uma bela vista,
vejo Évora e tudo mais
e o melhor disto tudo
é que vivo com os meus pais!


Maria Margarida Leal da Costa
 5ºG
  

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ao longe a Sé


Eu sou o Victor e tenho dez anos. Sou do Chile e vim para Évora há cinco anos, com os meus pais e o meu irmão.
Quando vim para Évora, os meus pais não conseguiram arranjar um jardim de infância para eu aprender coisas, e por isso, fiquei uma semana em casa sem ir ao jardim de infância. Nessa semana, eu e os meus pais fomos visitar a cidade. Eu estava entusiasmado para conhecer Évora, principalmente do que se via duma das janelas da minha casa. Essa «coisa» era muito gira e atraente para mim e agora, já sei o nome disso. Era a Sé de Évora. Todas as manhãs, quando me acordava, eu via a Sé de Évora, e ainda hoje se pode ver.
A Sé de Évora, é uma «presidenta» para mim, porque é uma das coisas mais importantes de Évora, e para mim representa-a. Por isso quando alguém diz «Sé de Évora» eu penso logo em Évora.
Outra coisa que eu gosto de Évora é o Parque Infantil.
Sempre que vou lá, recordo-me da minha infância, porque quando eu era pequeno, gostava de brincar nos escorregas lá no Chile. Quando vi por primeira vez o Parque Infantil, eu pensei que estava noutro mundo parecido com o meu.
Eu penso que Évora está a tornar-se uma cidade famosa, porque cada vez que eu vou à Sé, vejo mais turistas do que a última vez que fui lá.
Évora é uma cidade linda e não quero que se torne uma cidade tecnológica, porque se fosse assim, Évora iria perder a sua beleza.

Victor Vidal
5ºG

Ao longe, lá está a Sé catedral da nossa Évora, com uma linda janela pintada de várias cores. Nos dias de sol a luz passa pelo vidro e invade a Sé iluminando-a com cores.

Mais perto estão as casas tradicionais de Évora, as suas telhas são claras, as casas são separadas por ruas estreitas e irregulares.
As cores do que alcançamos com o olhar mudam ao longo do ano…
No inverno, as chaminés deitam fumo por causa das lareiras acesas para aquecer as casas.
No outono, os telhados das casas ficam cobertos de folhas castanhas, vermelhas ou amarelas.
No verão, as pessoas acordam com o sol a bater nas janelas, logo pela manhã e refugiam-se do calor abrasador que vai sufocando o ar que se torna irrespirável.
Na primavera, as flores caem das varandas. Logo de manhã ouvem-se os pássaros a cantar e a pousar nas árvores.
É assim que a vemos, Évora!

Ana Fadista
Rita Serra
6ºF

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Évora, numa tarde de primavera

                                                           Alfazemas, Rosalina Pereira

Verdes são os campos
pintalgados de lilás
salpicados de dourado
sombreados de paz.

Cheira bem,
cheira a campo
um aroma intoxicante.
A brisa fresca, suave
debaixo de um sol abundante.
6ºB



Alfazemas, de Rosalina Pereira

Alentejo rural. A primavera envolve tudo e todos: sente-se na pele a aragem leve, breve e perfumada das alfazemas. Se aqui estivesse um pintor, podia pintar uma bela aguarela. Se fosse um fotógrafo, escolhia o melhor ângulo para captar as belas e verdes copas das azinheiras ao fundo, que emprestam ao chão uma sombra fresca neste nosso Alentejo. Pelo chão está diluído o arco-íris, num belo tapete de flores amarelas, brancas, lilases e azuis. Podia ser um bordado, a ponto de Arraiolos, talvez. E ao viajante atento não escapariam os fiapos de algodão-doce que preenchem o céu. Está-se bem, aqui. Bem no centro das alfazemas. 

Ana Silvério
9ºE