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domingo, 25 de março de 2012

Estudamos na Escola Básica André de Resende

     Somos um grupo de alunos que temos em comum três coisas: estudamos na escola André de Resende, a professora de Português é a mesma e vivemos em Évora. Este texto é uma espécie de manta de retalhos, porque foi elaborado por todos nós. Explicando melhor: todos fomos convidados a escrever um pequeno texto sobre Évora e, no final, fomos retirar o melhor que cada um tinha, e portanto, resultou naquilo que aqui apresentamos! É um texto que engloba muitas visões, vontades, múltiplos sentimentos e diversas opiniões. E porque a união faz a força, acreditamos que este texto coletivo será bem melhor por ter tido tantas mãos, cabeças e ideias na sua génese!
     Património da Humanidade quer dizer um bem que é de todos, do mundo inteiro! Évora, uma cidade que é de todos e que é de cada um de nós! Que bom que é viver numa cidade que é uma verdadeira pérola, aqui mesmo no centro do Alentejo, uma região de longas planícies e que, em tempos que já lá vão, foi conhecida como «o celeiro de Portugal».
     Outros conhecem-na ainda por ser cidade-museu. Muitos são os turistas que nos visitam ao longo do ano inteiro e, invariavelmente, todos visitam o coração da cidade, a Praça do Giraldo, o Templo Romano, a Sé catedral, o Palácio de Dom Manuel, a Capela dos Ossos, a Universidade de Évora e tantos outros. Nós, que cá vivemos, também já os visitámos dezenas de vezes e, cada vez que o fazemos, descobrimos sempre alguma coisa que nos escapou na visita anterior. Mas não é só nos monumentos que se encontra a beleza e o encanto de Évora, é nas suas gentes, nas suas ruas estreitas e antigas, carregadas de histórias, na sua gastronomia e, sobretudo, naqueles pormenores que um olhar mais atento não deixa passar: a vista da cidade do Alto de São Bento, ao fim da tarde, as janelas escondidas da casa de André de Resende (o patrono da nossa escola), o pôr do sol daquelas intermináveis noites quentes de verão numa qualquer varanda da cidade, os plátanos centenários, as casinhas de cal branca como a neve, o cheirinho do verdadeiro pão caseiro acabado de sair do forno a lenha, e as inúmeras igrejas que nos apelam a momentos de silêncio e de uma enorme paz interior.
     Pisamos todos os dias as pedras centenárias que fizeram a história da cidade e, quase sem darmos conta, convivemos com as muralhas mais bonitas que até hoje se construíram, para nos protegerem dos inimigos e dos impiedosos! Calcorreamos o centro da cidade e, antes de dobrarmos a esquina para o Teatro Garcia de Resende, ainda damos um saltinho à pastelaria Violeta para saborearmos aquilo que a nossa gastronomia tem de melhor: as queijadas de Évora.
     De manhã, levantamo-nos com as badaladas da Sé e depressa chegamos à escola e já o toque lá vai indo. Aqui na escola, pela manhã logo cedo, damos asas à nossa imaginação e ao nosso sentir, acompanhado do olhar atento e cheio de adjetivos da professora! Sobrevoamos a cidade mais linda de Portugal e do alto alcançamos uma vista única da cidade de Évora: a NOSSA!


8º B
8º D
7ºG

 
Nós, os jardineiros!

Chegámos ao fim de dois anos, dois longos anos de trabalho! Passámos bons e maus momentos, mas o balanço é muito positivo!
Reconhecemos que errámos nalgumas coisas: na pontualidade e na assiduidade! E com isto demos muitos cabelos brancos ao Prof. João Amante! E se ele ler este texto, saiba que lhe estamos muito agradecidos pelo que fez por nós e devemos-lhe um pedido de desculpas...
E agora vamos continuar em frente, na esperança de boas perspetivas e com o olhar no futuro. Levamos a Escola André de Resende no coração, aos professores, aos colegas e aos funcionários aqui fica um grande obrigadão!


Texto coletivo do 2º JEV

quarta-feira, 21 de março de 2012

A Escola de hoje

     Hoje em dia, pensamos que existe um acentuado facilitismo que envolve grande parte das instituições de ensino público portuguesas, razão pela qual certos alunos com possibilidades económicas procuram melhorar as suas competências dirigindo-se para escolas estrangeiras, como é o caso das inglesas ou americanas, entre outras que existem nos grandes centros. A sociedade depara-se com um grave problema que terá consequências a longo prazo devido à facilidade com que os alunos progridem academicamente, sendo que não se formam cidadãos competentes para posteriormente ocuparem cargos com responsabilidade e exigência.
      Na nossa opinião, dever-se-ia acabar com os testes adaptados, exceto em casos clinicamente apontados, pois esse tipo de facilidades não contribui para que os alunos evoluam academicamente e para que encarem a vida social e académica com empenho e esforço, o que trará consequências negativas para o futuro. Em termos profissionais, estes indivíduos não estão habituados a lidar com situações de exigência e de adversidade. Outra medida que achamos que poderia contribuir para uma melhoria no ensino era que a escolaridade obrigatória fosse apenas até ao 9º ano, já que nessa altura muitos estudantes já têm noção do que realmente querem e alguns poderiam começar a trabalhar, pois muitos não gostam da escola e sentir-se-iam mais úteis desempenhando uma profissão.
      Outra sugestão para a melhoria do sistema é que, todos os meses, se elegesse e premiasse o melhor aluno da escola e, no fim do ano, realizar-se-ia uma eleição a nível nacional, de forma a promover o espírito de competitividade e suscitar um maior interesse pelo estudo e aumento de empenho por parte dos indivíduos que farão avançar o “mundo de amanhã”.
       A carga horária devia diminuir, evitando criar-se uma aversão à escola e aumentando, assim, o tempo livre. Se isto acontecesse, os alunos conseguiriam ter mais atividades extracurriculares com a finalidade de enriquecerem as suas vidas e de “desanuviarem” da pressão escolar.
       Em jeito de conclusão, a escola está a diminuir o nível de exigência. Com o objetivo de contrariar tal facto, é necessário exercer medidas que combatam esta situação, começando, desde já, com o fim do facilitismo. Só assim a escola contribuirá para uma sociedade melhor e para a formação de cidadãos mais empenhados e responsáveis.

Carolina Martins e João Lima
8º E

sexta-feira, 9 de março de 2012

A nossa escola


        

          Diz-se que a nossa escola vai ser «reconstruída», todos os anos se diz: «agora é que é!», mas ainda não foi. É da crise... Mas quando a escola nova estiver pronta é assim que ela vai ser:
         A nossa nova escola tem uma entrada com um enorme portão, sempre aberto, e umas escadas que nos levam à aprendizagem extrema e à pura diversão.
        As salas são novas e bonitas de diferentes tamanhos: salas pequenas e acolhedoras para trabalharmos em pequenos grupos e salas grandes, espaçosas, arejadas e climatizadas, frescas no verão e quentes no inverno. Há um grande auditório com grandes bancadas e um palco onde os nossos artistas podem ensaiar para mais tarde brilharem.
         O nosso ginásio é enorme, tem balneários com várias cabines de duche com espaço para os alunos se vestirem e, ainda, casas de banho em número suficiente. Existe material em quantidade e qualidade, não está à vista, porque há um espaço próprio de arrumação, fora do ginásio. Há um sistema de segurança para que não haja roubos. O ginásio também tem uma aparelhagem de som de elevada qualidade para as aulas de Educação Física.
        Na nova escola há um bom campo de jogos, com um bom piso e com excelentes cestos, arcos e bolas de basquetebol para jogarmos, quando jogamos usamos coletes de várias cores para distinguirmos as equipas.. Temos também uma carrinha que nos transporta quando há jogos fora da escola.
      Há ainda quatro campos de futebol, exteriores e interiores, com balizas de rede resistente e postes preparados para os grandes remates, e ainda linhas marcadas ao longo do campo. Quando jogamos futebol, temos funcionários a vigiar os jogos para que os mais velhos não possam tirar-nos de lá. A iluminação é ótima, é fundamental no inverno, quando escurece mais cedo, por isso, temos painéis solares para alimentarem os holofotes. Todo o campo de jogos é rodeado por uma proteção em rede alta para evitar que as bolas saiam do recinto. Quando há grandes partidas, os nossos espetadores sentam-se nas enormes bancadas, em forma de anfiteatro.
       Temos um ginásio próprio para dançar com um espelho sem fim, as paredes estão enfeitadas com grafitis de hip-hop para dar «aquele estilo» que adoramos. O piso é de madeira lisa para não nos magoarmos quando caímos. Em cada canto da sala, há uma coluna de som para se ouvir melhor cada tom.
     A papelaria tem uma entrada aberta como se fosse uma loja. Tem material de grande qualidade, cadernos de todos os tamanhos e feitios, lápis, canetas, borrachas de todas as cores e os livros que utilizamos nas aulas vendem-se lá. 
      Na reprografia há muita arrumação e muito espaço, as funcionárias são agradáveis e há sempre música a tocar! Existem máquinas que nos fornecem o que nos é necessário para os estudos.
       E falemos do bar: é enorme! Tem muitos funcionários simpáticos para nos atenderem, muita variedade de alimentos: sumos naturais de fruta variada, há chá, café, leite e iogurtes, sanduíches de diferentes tipos de pão, com queijo, fiambre, paio e com um bocadinho de manteiga, como se diz por aqui, a fugir! 
       E a cantina? A cantina é um espetáculo! Muita iluminação natural, com grandes janelas, mesas e cadeiras em quantidade suficiente para todos os que a frequentam. Existem muitos carrinhos de recolha de tabuleiros que facilitam o trabalho das senhoras funcionárias. A alimentação é cem por cento saudável, variada e rica em nutrientes, há sempre uma bela sopa, muita salada, muita fruta e pãozinho a acompanhar, às vezes temos direito a um doce saboroso, e em dias de festa até podemos comer uma pizza!
        Esta é a nossa  escola!
6ºB
                  
             

A minha escola

      Nós andamos na escola André de Resende, somos o 6º F. A escola situa-se no Bairro dos Álamos, em Évora. É aqui que convivemos com os nossos colegas mas, sobretudo, onde pomos os nossos conhecimentos à prova.
     No nosso dia-a-dia vemos pessoas a passar pela escola, ouvimos pessoas a gritar e a falar... a rir. Nos intervalos podemos brincar e conversar com os colegas.  Na escola gostamos de brincar com os nossos amigos, nos intervalos nós jogamos futebol, ao berlinde, às escondidas e à apanhada (aqui no Alentejo dizemos «ao apanha»). Nos intervalos divertimo-nos à brava.
      Quando regressamos às salas, ouvimos o som da Natureza, o canto dos pássaros. 
       A sala de aula é o único sítio onde não podemos brincar, mas às vezes brincamos aprendendo.
      Do que não gostamos na escola é quando nós vamos almoçar e as coisas não correm bem. Às vezes há longas filas e os mais velhos passam-nos à frente, mas o pior é quando o Sr. Sérgio nos manda para o fim da fila, porque estávamos a brincar! A comida do refeitório não é lá grande coisa...
      Também não gostamos do facto de a papelaria fechar à hora do almoço e o campo de futebol não ter balizas.
        As nossas aulas são produtivas, às vezes divertidas e engraçadas. Os professores são simpáticos, mas nem todos têm paciência para nos «aturar»! E no fim do dia voltamos para casa, sabendo que regressamos no dia seguinte.
          A nossa escola promove variadas atividades, como por exemplo: os Jogos Matemáticos, os concursos Eu li... Eu sei!, o So...letrar e o Spelling, o Parlamento dos Jovens, programa que nos leva à Assembleia da República.
          Este ano, no fim do segundo período, a nossa escola organiza uma semana de atividades de várias disciplinas,  é a Semana Cultural. Nós gostamos muito desta semana de atividades, porque é uma maneira divertida de aprender.
          Esta é uma escola básica, tem alunos do 2º e do 3º Ciclos, mas nós gostávamos que ela fosse uma escola Básica e Secundária, assim poderíamos frequentá-la até ao 12º ano sem ter de mudar de escola.
          A escola vai ser demolida, pelo menos dizem que sim, já é antiga e precisa de melhorar as suas condições. Esperamos que venha a ter casas de banho com mais higiene, salas de aula arejadas, com grandes janelas e construídas de forma a terem uma boa temperatura no verão e no inverno, e uma cantina com uma comida variada, boa e saudável. Gostávamos que o pavimento da escola fosse liso, para que quando caíssemos não nos magoássemos tanto, queríamos também ter umas balizas novas, com redes de qualidade, no campo de futebol para podermos jogar à vontade.
          A nossa perspetiva de futuro é conseguir ter boas notas e melhorar a nossa capacidade de aprendizagem enquanto alunos. Pensamos que a nossa escola nos ajuda muito e temos a certeza de que  vai continuar a ajudar-nos na formação do nosso futuro.
    

A minha escola


Venho todos os dias para a escola
comigo trago a sacola.
De manhã, à chegada, é demais...
já não precisamos de entrar com os pais!
Uf! Não cheguei atrasada!
Ando sempre tão preocupada!
Na minha escola há muita simpatia,
professores, alunos e funcionários são uma alegria!
Mas às vezes é uma gritaria,
pois andamos numa correria!
Na minha escola gosto de estar
pois aqui posso rir, correr e brincar!
Enquanto os professores vão à reprografia
os alunos andam pelo bar, pela biblioteca e papelaria.
Na minha escola eu cresci
ando cá há um ano e já muito aprendi!
Sem saber, todos os dias somos avaliados,
não damos por isso, porque nunca estamos calados!
A época dos testes está a chegar
e nós, claro, temos de estudar.
Mas pelas boas notas esperamos,
por elas muito trabalhamos!

5ºG

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Évora é única.

       Chamo-me Helena e venho falar da minha cidade. Évora é única. As ruas… as ruas são quase todas em calçada, estreitas e repletas de História. Cada rua tem uma história para contar. Aqui não há fóruns nem centros comerciais, mas passamos sem isso.

      O monumento mais importante desta cidade é o belo e antigo Templo Romano. Fica no centro da cidade e é sempre encantador passar por lá, principalmente à noite, quando está tenuemente iluminado.
      O local que mais me cativa em Évora é a praça do Giraldo, sobretudo de manhã, quando nos fins de semana a percorro serenamente, sem pressa, para fazer compras ou passear… Pressa é algo que por aqui não predomina. Os alentejanos – naturais da região do Alentejo, onde fica Évora - são calmos, pacatos e descontraídos. São amantes da natureza e do meio rural. Costumam ir para o campo desfrutar da beleza primaveril que cativa pela sua cor e cheiro, abrindo o apetite para a gastronomia tradicional da segunda - feira de Páscoa: o borrego e o folar.
            Évora é uma cidade que me desperta imensos sentimentos e emoções. É uma cidade romântica com locais encantadores para conviver, conversar, namorar…
      O meu bairro situa-se a cerca de três quilómetros da cidade. É o bairro mais calmo de Évora, um lugar onde não há barulho e os vizinhos são simpáticos… Tenho lá imensos amigos, todos mais velhos do que eu, mas as amizades não escolhem idades. Tem uma vista magnífica, do meu quarto avista-se toda a cidade e é emocionante acordar e avistar a imponente paisagem.
      A minha escola fica perto da minha casa, o que é muito vantajoso. É na escola que estou com os meus amigos e passo a maior parte do dia, pois em Portugal temos uma carga horária bem pesada.
      No futuro, a vida por aqui adivinha-se complicada, a minha geração será a mais afetada. A falta de emprego preocupa toda a gente, quer dizer, os que querem trabalhar, claro, mas talvez um dia tudo melhore…

Helena David,
8ºE

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O nosso bairro

Muitos bairros estão cheios de carros,
Carros que estão sempre a incomodar,
Há brancos, pretos, de todas as cores,
A poluir o ambiente e a buzinar.

Noutros não é bem assim,
Escondido no meio das casas
Há sempre por ali um jardim
Há ninhos de andorinha
Feitos de palhinha
E raminhos de jasmim.

E há este, o nosso,
Onde mora a nossa escola
De manhã chegamos felizes
Trazemos a nossa sacola
À espera do intervalo
Para irmos jogar à bola.


6ºB

sábado, 22 de outubro de 2011

Vamos lá... avançar... com as «Vozes de lá e de cá»!

A Pastelaria Studios e a BE da Escola André de Resende iniciaram um projeto inovador inter-escolas e com a participação de vários países de expressão lusófona. Vamos pôr os miúdos a recitar, a declamar, a filmar, a falar das suas vidas, das suas esperanças, das sua terras... Vamos fotografar, desenhar, escrever, publicar e no final trocam-se os DVBs, "digital video books" entre escolas, entre países e continentes: Europa, Ásia, América do Sul, África!!! 
Vamos lá...avançar... com as "Vozes de lá e de cá"!

VOZES DE LÁ E DE CÁ